Buscapé

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O limite do que é saudável



Até que ponto brigar, se desentender em família, é normal? Conforme ressaltam os terapeutas, tudo que é extremado não é saudável. Então, o ideal é tentar conduzir a resolução das questões com respeito, percebendo o que é nosso e o que é do outro, sem projetar os próprios problemas no cônjuge, nos pais, nos filhos. “A projeção é um mecanismo de defesa psíquica. Por meio dela, levamos para fora o que é ruim em nós, geralmente acusando o outro de características e sentimentos que na verdade são nossos”, explica a psicanalista.

Para a boa convivência, é essencial que cada um perceba seus pontos positivos e negativos, assumindo sua parte e deixando que o diálogo se estabeleça. “Sem conversa, não se resolve nada. A linguagem é a melhor forma de comunicação, e é por aí que temos de trabalhar as dificuldades.”

De fato, os conflitos são necessários para que se chegue a um consenso. Marília Castello Branco observa que há famílias com mais diferenças entre os membros, o que faz com que as adversidades e os impasses sejam mais explícitos. A questão é que nem todas as pessoas são capazes de voltar atrás, reconhecer seus erros, batalhar para mudar interna e externamente. “Fazer de conta que os problemas não existem, deixá-los de lado, pode ser prejudicial, pois podem surgir mais fortes no futuro. Há histórias que se prolongam durante anos, às vezes por gerações, sem serem resolvidas.”

Ela lista as características e habilidades que todos devem desenvolver para melhorar a convivência: tolerância, paciência, empatia e capacidade de se colocar no lugar do outro. “Na outra extremidade, prejudicam a intolerância, o egocentrismo, ser excessivamente controlador e não ter consideração com as necessidades alheias.”

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Niver das minhas princesas 2010


Yasmin de princesa Jasmine




Ysabella de princesa Ariel


Minhas princesinhas (Yasmin e Ysabella)





Yasmin de princesa Aurora 




Ysabella de princesa Branca de Neve 


Minhas princesinhas com a mamãe na hora do parabéns
Yasmin estava fazendo 5 anos e Ysabella estava fazendo 2 anos


A família completa e feliz 


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Família



São infinitas as formas de ser família. Somente o mundo da publicidade que não percebe isso e insiste em propornos modelos estereotipados e ineficazes, em que a família parece não existir se não for composta por dois jovens e belos pais, tendo respectivamente à direita e à esquerda um menino e uma menina de cabelos cor de trigo maduro e de olhos claros.

Na verdade, a família é tudo menos isso. Esse conjunto perfeito e meloso, essa alegria superficial e enfadonha, vivida em casinhas monofamiliares, com vista para um bem cuidado jardim. Todos, se perguntados a respeito, vão negar imediatamente que a família seja isso, mas no fundo, no fundo, tais imagens deixam sem dúvida nenhuma uma influência dentro de nós.

E, de algum modo, talvez nos sintamos culpados por não poder oferecer a mesma moldura aos nossos filhos que estão aí e para aqueles que ainda não nasceram. Por isso, achamos muito pobres ou estamos demasiadamente empenhados em ganhar sempre mais, nos achamos muito feios e cansados, e sempre despreparados para a função que a publicidade e os meios de comunicação nos propõem para que sejamos família.

Ano passado celebrou-se o Jubileu da Família. A praça de São Pedro estava lotada de famílias. De todas as cores, de todos os tipos. Ricas e pobres, vindas de perto e de longe. Algumas com poucos, outras com muitos, outras ainda sem filhos. E começamos a entender que ser família é uma questão de número, não depende da quantidade de filhos, não depende da cor dos olhos deles, não depende nem da aparência, nem da idade dos pais, nem dos metros quadrados de espaço que se tem à disposição. Conseguir dar um passo Ser família é uma questão que nasce de dentro. Invisível aos olhos como todas as coisas mais bonitas e importantes. 
Ser família é uma questão de acolhida. Antes de tudo. Ser família significa conseguir dar um passo em direção ao outro e ficar juntos, a dois, e sonhar que outros possam um dia também fazer parte deles, dessa esplêndida história que estão vivendo juntos. 
Ser família não quer dizer esperar ser menos felizes antes de pensar num filho, não quer dizer esperar poder comprar a chácara da propaganda, nem esperar o momento bom para pôr filhos no mundo. 

Construir e ser família quer dizer ser acolhedor. Está tudo aqui. Pronto para aceitar os filhos quando chegam com muita confiança e amor; educá-los mesmo que não se possua tudo, mesmo se for necessário dizer-lhes "não", porque não se tem dinheiro, mesmo sem ter imediatamente um quarto todo mobiliado para eles e pintado como uma fábula. Porque não são essas coisas as importantes. Ao contrário, são essas coisas que podem arruinar tudo. Porque esperando, calculando, projetando, adiando, planejando, corremos o risco de nos sentir donos da nossa vida. Como se fôssemos decidir tudo. E, pouco a pouco, nos convencemos disso a tal ponto que se as coisas não caminharem como pensamos e decidimos, desanimamos, não estamos prontos, acabamos largando tudo.

Hoje, antes que a criança nasça, temos necessidade de saber se é sadio. Hoje, quem não é sadio, quem não é perfeito, aquele ao qual falta alguma coisa, parece não ter direito de nascer. Num mundo de perfeitos, quem não o é corre o risco de não ter acesso. E nem percebemos que o índice de normalidade exigido para o nascituro é cada vez mais alto, a ponto que hoje normalidade coincide com perfeição. Ser acolhedores, aqui também significa outra coisa. Significa saber que o filho que está no ventre é destinado exatamente para você. E que a história dele, não por acaso, se entrelaçou com a sua, mas que todo o filho que nasce representa um presente que Deus reservou exatamente para você. Todo filho que nasce, traz consigo uma mensagem personalíssima que chega diretamente do Senhor. A criança que não nasce perfeita é portadora de uma mensagem ainda maior. Talvez será necessária uma vida para conseguir decifrá-la, se farão necessárias lágrimas e sangue, mas não será em vão.

Decisão para toda a vida. E não é nem mesmo preciso ter gerado para ser família. E paradoxalmente, não é preciso nem mesmo ter filhos para ser família. Não podemos, porém, deixar de estar disponíveis. Para os nossos filhos e também para aqueles que chegam em nossas casas para aí ficarem por toda uma vida para ficar somente o suficiente para recarregar as baterias e retomar o vôo.

Por que ser família não significa ter filhos e possuí-los por toda vida. Ser família significa amar e o amor não tem começo nem fim, não fica medindo as coisas. O que se pode pedir é que aprendamos a fazer isso sempre mais e sempre melhor. Porque o amor não é um sentimento espontâneo que jorra do coração sem parar. Como uma fonte que nunca se esgota. Amor é fadiga, é maturidade, é cair e levantar-se. É uma decisão um pacto que se deve cotidianamente pedir ao Senhor que o torne mais forte, mais sólido, maior ainda. E quando teremos aprendido isso, ter filhos próprios, adotá-los e cuidar de outros será somente a lógica conseqüência de uma vida vivida com a marca da acolhida. Nem mesmo uma decisão. Somente uma clara conseqüência. O próprio sim à vida não se dá um dia para depois retomá-lo no dia seguinte, é uma decisão para a toda a vida. Ou melhor, é a própria vida.