Se conviver com qualquer pessoa é difícil, que dirá com membros da mesma família, em que o afeto e a intimidade envolvidos não raro geram inúmeros problemas.
“A interação com o outro é complexa devido à singularidade de cada um. E, nas relações familiares, ainda entra a posse: acreditamos que, para nos amar, a outra parte tem que atender aos nossos desejos – que, muitas vezes, não sabemos nem quais são. Quando isso não ocorre, interpretamos como desamor”, Equilibrar tais sentimentos requer muita determinação e amadurecimento emocional.
Que fique claro: o conflito faz parte da existência humana. E a razão disso é que, por sua natureza, o homem busca o prazer e a realização de seus desejos, o que nem sempre é possível porque vive em comunidade, submetido a leis sociais. A família é o primeiro núcleo que conhece, a base para nortear seus afetos e o caminho para adquirir uma estrutura forte ou frágil, o que lhe permitirá resolver suas questões com mais ou menos facilidade.
“É na família que acontecem nossos primeiros relacionamentos, o lugar onde ‘treinamos’ os papéis que irão nos servir no mundo lá fora. Isso torna as relações muito intensas”
“O importante é tentar solucionar os problemas com coerência. E entender que, se o outro não está a nosso favor, não significa que está contra nós. Amadurecer é aceitar que nem sempre será ‘do nosso jeito”

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