Nesse sentido, o pai tem a função de fazer valer a lei – a lei que protege, ampara, coloca limites; a mãe abarca uma posição mais protetora, mediadora, cuidadora; e o filho deve entender que tem regras a cumprir, que não é um ‘vale tudo’. “Quando falamos em ‘pai’, pode ser qualquer membro que faça a lei funcionar. O importante é que o núcleo consiga estabelecer as normas com clareza, firmeza e amorosidade. Assim, desenvolve-se um padrão de convivência saudável.”
Não tenha dúvida: a falta de limites é a grande vilã dos problemas familiares. E a chance disso acontecer é cada vez maior, já que os tempos mais ‘liberais’ levam à mistura de papéis e deixam muitas pessoas perdidas. “Os pais podem ser próximos, informais, acessíveis, mas não perder a sua função principal – que é a de orientar e dar limites. Tem que deixar claro quem é o adulto, e agir de acordo”.
De fato, alguns pais não conseguem controlar os filhos, que por sua vez se sentem desamparados na sua pseudo-liberdade. “O resultado disso é o desequilíbrio emocional, que não raro leva o indivíduo a agir com violência, sem dialogar, ou a se tornar extremamente permissivo, achando que tudo pode. Em relação à criança e ao adolescente, o que é excessivo, prejudica. Eles vão se defender buscando objetos que preencham o vazio deixado pela falta de vivências significativas”.
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